Giovanna Maira da Rosa Silva - Cantora Brasileira

Programa A Bella Itália:

Aos sábados. ás 19 horas na Rede Vida

Canal 26

Sua trajetória de vida já é um livro, vale a pena ler...

Giovanna Maira da Rosa Silva, nasceu em Santa Cruz do Rio Pardo - SP. no dia 3 de outubro de 1.986, atualmente com 34 anos (13/01/2021)

Era um bebê de um ano e dois meses quando o seu mundo escureceu de vez. A família se mudava para a casa da avó materna em Osasco, na grande São Paulo, pouco depois do nascimento da menina. Os pais já vinham notando alguma dificuldade de visão na filha, mas até então acreditavam que ela fosse precisar de óculos. "Minha mãe me apontava um amiguinho´e eu não conseguia achar. Ela falava'olha Giovanna, um avião no céu! , e eu olhava para o sol, não para o avião." A gravidade do problema se tornou mais evidente quando as fotos da festinha de um ano revelaram que o flash se refletia de modo estranho nos olhos dela.

A vó levou a menina a um oftalmologista da rua. E o diagnóstico foi duro: Retinoblastoma, tumor malígmo situado na retina que afeta quatro em um milhão de crianças no mundo. encubado nos dois olhos, o câncer foi descoberto tardiamente - um teste fundo de olho logo após o nascimento teria dectado a doença, mas esse exame não foi realizado. Os médicos foram taxativos: se fosse operada, Giovavana poderia ganhar uns seis meses de sobrevida, caso contrário, morreria em 15 dias. O ano de 1987. A primeira cirurgia  (em 10 de dezembro (véspera do aniversário do pai) não abalou muito a pequena. Mas, quando o segundo olho foi operado, em 29 de dezembro, ela ficou amuada, parou de andar por algum tempo.

Mas só por um tempo. Logo, logo, já estava andando, cantando, batucando... A musicalidade aflorou cedo. Minha mãe me conta que, por não definir o que era noite e o que era dia, com dois aninhos vira e mexe eu acordava de madrugada, saía da cama, entrava debaixo da pia onde ficavam guardadas as frigideiras e panelas, e começa brincar de bateria!" Os pais estimulavam a filha com tudo que é brinquedo sonoro: pianinho, violãozinho, boneca que fala, bolinha com guizo. O favorito era um gravador com microfone. "Eu cantava o dia inteiro, contava histórinhas... Ali era meu mundo."

Até os 3 anos de idade, Giovanna enfrentou 21 sessôes de quimioterapia. Aí então, os médicos deram a ela "uma espécie de aval para viver" (a alta do Hospital do Câncer só veio mesmo aos 10 anos de idade). Ainda aos 3 anos, inicio o estudo de piano e passou a frequentar a Laramara, associação de assistência a pessôa com deficiência visual, onde aprendeu braile e a se movimentar com bengala. Mas só foi se dar conta de que era "diferente" lá pelos 5 anos, quando entrou no "prézinho" e começou a sofrer com boladas e pisões de alguns colegas. O ser humano é assim. O que ele não conhece, ele rechaça. "A mãe ensinou a levantar a cabeça: vai lá e mostra que você pode fazer tudo o que eles fazem.

"Time dos intelectuais"

E Giobann cresceu destemida e endiabrada, diblando qualquer chance de superproteção. Pequena ainda, gostava de "tomar banho" no filtro de barro ou atropelar o povo na fila do banco, pedalando seu triciclo na calçada. Maiorzinha, suas diversões era subir na lage para soltar pipa com a kolecada e andar de bicicleta na rua! "Eu não me acidentava! Acidentava" as pessoas!", conta rindo. Aomesmo tempo, era ótima aluna. Na escola estadual em Osasco, a professora lia em voz alta enquanto escrevia na lou e ela copiava tudo com a maquininha Prekins, Brailler (na época, o aparelho tinha que ser importado da Inglaterra). No boletim, era só nota alta. "Lembro de uma vez na quarta série em que eu tirei 9.1 em matemática, Saí da escola e liguei para minha mãe aos prantos."

Aos 10 anos, a menina pediu para estudar canto. Ela trocava o piano pelo teclado aos 5 anos anos e estava familiarizada com o palco, pois participava de recitais de fim de ano. Foi matriculada numa escola de música e, aos 12 anos, no Conservatório Villa Lobos. Suas preferencias abrangiam de Laura Pausini e Marisa Monte à música norte-americana (Aretha Franklin, Ray Charles, Stevie Wonder). Formada em canto popular aos 15 anos, encasquetou: iria estudar música na Universidade de São Paulo. Descobriu que teria que fazer uma prova de aptidão antes do vestibular, eque o ensino da USP era voltado para música erudita, para qual ela torcia o nariz. Os pais por sua vez, preferiram que a filha escolhesse uma carreira com carteira assinada - mas não conseguiram dissuadi-la.

Giovanna se preparou estudando canto lírico com o tenor Paulo Mandarino e, aos 17 anos, entrou na USP, em 2004. "Por ser a melhor universidade do país, você acha que terá uma infraestrutura fantástica, computadore acessíveis, material em braile, mas não é o que acontece. "Para se formar, ela precisou contar com a ajuda dos colegas e a boa-vontade de alguns professores, que doavam parte do seu tampo para ajuda-laa copiar as partíturas. Nos fins de semana, despencava até a Zona Leste da capital para estudar, por conta própria, musicografia braile. Uma surpresa foi se apaixonar pelo estilo erudito, na universidade: "Abandonei minhas crenças antigas e fui jogar no time dos intelectuais", brinca.

Nessa época, Giovanna vinha ganhando visibilidade como cantora e tecladista do Ballet para Cegos Fernanda Bianchini, participando de programas na TV. Em 2005, cantou "The Music of the Night" (de O Fantasma da Ópera) no Ginásio do Ibirapuera, em show do Criança Esperança. Paralelamente, se apresentava em casamentos. Em 2006, ela pinçou uma música mais recorente o repertório - "Can You Feel the Love Tonight", de Elton John, da trilha de O Rei Leão - para competir em um concurso de jovens talentos xom dificiência promovido pela Very Special. O vídeo agradou: com voz de soprano, Giovanna bateu concorrentes de 86 países, ganhou o concurso e, de quebra, uma viagem para Washington D.C. e a chance de se apresentar no John F. Kennedy Center.

"Tema da vitória!

"Foi ousadia, eu poderia ter me dado mal ao cantar uma música que não era da minha língua", diz Giovanna, hoje aos 29, sobre o vídeo que ganhou para o concurso, dez anos atrás. No palco do John F. Kennedy Center, ela optou por uma miscelânea verde-amarela, com "Aquarela do Brasil" e "Isto aqui, que é?" (isto aqui, ô ô/É um puquinho de Brasilo, iá iá..."). No ano seguinte, regida por João Carlos Martins, interprretou como solista a "Bachiana nº 5", de Villa-Lobos, acompanhada pela Orquestra Bachiana Jovem na abertura do parapan de 2007, no Maracanãzonho, no Rio de janeiro. A parceria dura quase uma década - em outubro de 2015, cantora, maestro e orquestra se apresentaram em uma igreja na cidade paulista de Casa Branca.

Hoje, Giobanna tem dois álbuns lançados de forma independente (com faixas no SoundcCloud, o segundo, A Look Beyond, mescla o lírico e o pop, "Nessun Dorna" e "Love of My Life"). Tem também, no currículo, apresentações para dois presidentes da República - duas para Lula e, no Natal de 2013, uma para Dilma Rousseff, num evento para funcionários do Palácio do Planalto. Os casamentos e festas de debutantes lotam os fins de semana, sem deixar espaço atualmente para baladas ou namorados. Com o Grupo Musical Giovanni Maira, ela adapta o repertório ao gosto do cliente. "Já toquei de Metallica e Led Zeppelin ao 'tema da vitória' do Ayrton Senna, Tã-tã-tã, tã-tã-tã..."Outra fonte de renda são os concertos a bordo de cruzeiros marítimos, mais espaçados.

Irrequieta, Giovana ataca em várias frentes simultâneas, botando em prática toda hora, o ensinamento da mãe: "vai lá e mostra que você pode fazer tudo o que eles fazem". Agora, ela se prepara para debutar com escritora: com capa em braile, fotos com audiodescrição e versão ebook, Escolhi a Vida está previsto para ser lançado em abril e trará um EP encartado. O livro pretende motivar por meio de sua história - algo que Giovanna já faz com as "suas palestras-shows" que ministra sedes de empresas. Outra frente é o teatro: desde 2012, ela atua como atriz no grupo de Teatro Cego, que encena peças no escuro - um meio da plateia compartilhar a perspectiva dos deficientes visuais.

Esse desejo de abrir os olhos do mundo para o ponto de vista das pessoas com deficiência encorajou a cantora a buscar a política com via de transformação. Em 2012, Givanna tentou se eleger vereadora por Osasco, pelo partido verde. Não levou - mas cogita concorrer  de novo em 2016, por outro partido "Eu tive muita sorte. Mas a maioria das pessoas com deficiência, e isso é confirmado estatisticamente, nasce em família pobres, pobres mesmo. Essas pessoas muitas vezes não saeem de casa por não terem uma cadeira de rodas, uma sonda, por não term uma bengala. Essas pessoas precisam de ajuda."

Sua brilhante carreira de artista completa continua, futuramente teremos muito para acrescentar, pois o sucesso de Giovanna Maira é muito promissor!

Mario Dittmann

Fã nº 1 de Curitiba.

Sua trajetória ontinua em breve....

A Bella Itália * A Bela e os Tenores
Giovanna Maira
Giovanna Maira
Giovanna Maira
Jorge Durian, Giovanna Maira e Armando Valsani
Bella Itália
Cantores: Jorge Durian & Armando Valsani
A Bela e os Tenores
Agnaldo Rayol e Giovanna Maira
Giovanna Maira
Giovanni Maira
Giovana Maira
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Atenciosamente
Giovanna Maira
Atenciosamente
MarioDittmann *Fã nº 1 de Curitiba.

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